Arte Brasileira conquista espaço na Art Basel Hong Kong

por Milena Fortes em 22 de março de 2017

Quem passar pelo Convention & Exhibition Centre de Hong Kong entre os dias 23 e 25 de março, vai se deparar com obras de Vik Muniz, Tomie Ohtake, Erika Verzutti e João Maria Gusmão & Pedro Paiva, entre outros, pelos cinco stands do Brasil. Neste ano, a feira tem participação recorde de cinco galerias brasileiras que empenham-se para internacionalizar o mercado nacional de arte contemporânea e se juntam aos outros 33 países participantes. No posto de principal evento de arte da Ásia, a Art Basel Hong Kong faz parte do circuito internacional há apenas cinco anos, quando foi absorvida pela plataforma suíça. Caminhando a passos largos, a feira se consolidou graças à lacuna existente neste segmento no país e contribuiu com a abertura do mercado da região. O público local, acostumado com mostras tradicionais focadas em antiguidades, agora se depara com cerca de 60 mil pessoas durante as edições do evento, entre colecionadores, expositores, artistas e amantes da arte. O Brasil é o primeiro país da América Latina a participar da versão oriental da feira, representado pelas galerias Fortes D'Aloia & Gabriel, Athena Contemporânea, Casa Triângulo, Mendes Wood DM e Nara Roesler, que você conhece abaixo.

Fortes D’Aloia & Gabriel

Por 15 anos atendendo pelo nome de Fortes Vilaça, a galeria encara nova fase, concretizada com a abertura de um espaço multidisciplinar no Rio de Janeiro no fim do ano passado. Com um trabalho que é referência aqui e no exterior, Márcia Fortes, Alessandra d’Aloia e Alexandre Gabriel já ajudaram a consolidar carreiras de artistas super importantes neste cenário. Para Hong Kong, o trio leva um acervo de nomes como Franz Ackermann, Jac Leirner, Janaina Tschäpe, e Valeska Soares.

Athena Contemporânea

A única galeria carioca do evento foi fundada pelos irmãos Filipe e Eduardo Masini, que há cinco anos, desde que fundaram o espaço em Copacabana, não deixam de estar presentes nas grandes feiras mundiais de arte. No stand, eles exibem obras do artista paulistano radicado no Ceará Yuri Firmeza.

Casa Triângulo

Presente em todas as edições do evento asiático, a galeria de Ricardo Trevisan é uma das mais importantes do Brasil, atuando há quase 30 anos na cena artística. Com nova sede nos Jardins, em São Paulo, A Casa Triângulo se reafirma como um local livre e experimental que tem como fundamento revelar novos talentos. Em Hong Kong, ela apresenta obras de obras de Albano Afonso, Ascânio MMM, Eduardo Berliner e Sandra Cinto.

Mendes Wood DM

A galeria paulista que tem fama de ser uma das mais descoladas da cidade dá grandes saltos para o exterior: no ano passado inaugurou uma filial em Nova York e em breve vai desembarcar em Bruxelas. Também pioneira em Hong Kong, desta vez exibe trabalhos de Adriano Costa, Celso Renato, Cibelle Cavalli Bastos, Lucas Arruda, Matthew Lutz-Kinoy, Solange Pessoa e Sonia Gomes.

Galeria Nara Roesler

Pensando em atingir a melhor plataforma de exibição possível, a galeria paulista já inaugurou espaços no Rio e em Nova York. Reconhecida por sua minuciosa curadoria, Nara Roesler representa artistas brasileiros e latino americanos da década de 50 e jovens com trabalhos que dialogam com as tendências inauguradas por essas figuras históricas. Nesta edição do Art Basel, ela exibe obras de obras dos artistas Julio Le Parc, Marco Maggi, Tomie Ohtake, Vik Muniz e Xavier Velhan.

Postagens mais recente