Por aqui, arte é um dos assuntos preferidos. Como o tema do Inverno 17, ‘Sublime’, evoca emoções e tem um forte significado no campo estético, nada mais natural do que trazer uma pitada artística para a convenção, evento no qual a coleção é apresentada pela primeira vez para o team SACADA.

Para que cada pessoa pudesse levar um pouco da nossa inspiração para casa, convidamos o designer Lukas Guinard para criar cadernetas personalizadas durante o evento, com elementos que traduzissem as referências da coleção.

Motivado pelos desenhos que assistia na infância, Lukas começou a desenhar nos primeiros anos de vida. Na entrevista abaixo ele conta de onde tira inspiração para os trabalhos que desenvolve e revela que num futuro próximo pretende se dedicar a uma nova profissão.
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→ Desde quando você desenha?
Acho que eu desenho desde que eu me entendo por gente! Desde criancinha eu sempre tive muito interesse. Ficar quietinho no meu canto desenhando era meu passatempo favorito. Eu testava os materiais que meus pais me davam - pilot, lápis de cor, giz de cera - desenhando coisas que eu gostava, como personagens de desenhos animados. Acho que foi assim que eu comecei a aprender a entender traços e proporções.

→ Você tem paixão por alguma técnica específica?
Ultimamente a colagem tem sido minha técnica favorita, mas eu sempre me dei muito bem com lápis de cor e aquarela. Na verdade, eu gosto muito de misturar os materiais. Mesmo nas colagens, eu desenho por cima e combino técnicas.

→ Você se considera ilustrador, artista plástico ou designer gráfico?
Me considero um pouco de cada, com certeza! Pela profissão, eu digo que eu sou designer. Apesar de fazer arte, eu não consigo me ver como artista. De certa forma, isso até me coloca para baixo, mas acho que quando a gente fala a palavra “artista” fica uma coisa muito grandiosa e eu não consigo me nomear desta forma.

→ O que te inspira?
Antigamente, o que me inspirava eram as técnicas. Eu via uma técnica e tinha que aprendê-la e melhorá-la. O que me inspirava era o desafio de aprender alguma coisa. Atualmente, eu me inspiro muito pelo que eu sinto, pelo que está ao meu redor: família, amigos, acontecimentos e coisas bonitas. A beleza em si é o que mais me inspira e o que mais me faz querer fazer arte. Em meio a tanta coisa ruim que a gente vive, colocar um pouco de beleza no mundo é legal.

→ Você tem admiração por algum artista?
Meu artista favorito é o Keith Haring. Ele, Andy Warhol e [Jean-Michel] Basquiat andavam juntos nos anos 80 e foram muito importantes pro movimento pop art. Acho que Keith Haring é meu favorito porque além de tudo ele era um ícone gay que viveu por causas sociais e isso implicava muito no seu trabalho.

→ Quais seus planos pro futuro?
Pretendo abandonar o design e virar tatuador. Eu considero a tatuagem uma arte incrível e quero usufruir dela. É um trabalho de arte que dura pra sempre na pele da pessoa. Me inspira fazer algo que uma pessoa vai amar e levar pra vida. Ser tatuador é a minha meta.